Alianza Patriótica acuerda defender soberanía
Las organizaciones políticas que conforman la Alianza Patriótica convocada por el presidente Hugo Chávez se comprometieron a defender la soberanía territorial venezolana ante cualquier intento divisionista.
14 de mayo del 2008 Alianza Patriótica acuerda defender integridad venezolana CARACAS, 13 de mayo.—
Las organizaciones políticas que conforman la Alianza Patriótica convocada por el presidente Hugo Chávez se comprometieron hoy a defender la soberanía territorial venezolana ante cualquier intento divisionista, reseña PL.
El vicepresidente del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Alberto Muller, indicó en rueda de prensa, después de terminar una reunión interna de la coalición, que esa será una de las premisas del bloque para los comicios regionales de noviembre próximo. Muller declaró que concordaron además en la necesidad de trabajar en la cultura política de la sociedad, en especial, en lo referente al ejercicio de Gobierno para facilitar el proceso de transformación social vigente en el país.
Asimismo, Muller denunció que, en los próximos días, arreciará la campaña mediática contra Chávez. La intención clara es buscar la confrontación entre colombianos y venezolanos y, al contrario de lo afirmado en los medios de comunicación opositores, nosotros no buscamos llegar a ese punto, refirió el dirigente.
La coalición para los venideros comicios la integran el PSUV, el Partido Comunista de Venezuela, Patria Para Todos, Movimiento Electoral del Pueblo, Unidad Popular Venezolana, Gente Emergente, Partido Joven e Identidad por la Comunidad.
Fuente: Granma Cubaweb
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martes, 20 de mayo de 2008
Sobre o aumento de preços e a redução da soberania alimentar
Sobre o aumento de preços e a redução da soberania alimentar
Segunda, 19 Maio 2008
A Comissão Política do PCP considera que a situação com que o nosso país e o mundo estão confrontados no plano alimentar não pode ser também desligada da natureza predadora do sistema capitalista que impõe a ruína a milhares de agricultores, a exploração dos trabalhadores e dos povos, a delapidação dos recursos naturais e degradação do meio ambiente, a fome e a miséria às populações.
O aumento dos preços, a redução da soberania alimentar e a política do Governo PSComunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP Nos últimos meses o país e o mundo foram confrontados com uma escalada no aumento dos preços dos bens alimentares que, na realidade nacional, tiveram reflexos na subida de 74% no preço do leite, 71% no arroz, 36% nos óleos, 34% nas massas, 34% nas farinhas, 24% nos ovos, entre outros.
A subida dos preços de bens alimentares no nosso país e a grave situação que daí resulta para as condições de vida da população, colocam em evidência os alertas e as denúncias que, ao longo dos anos, o PCP realizou e tornam mais clara a exigência de uma ruptura com as políticas de direita que têm sido aplicadas para a agricultura pelo Governo PS.
Durante anos, assistimos à destruição da produção agrícola nacional (desapareceram mais de 250.000 explorações agrícolas) e a uma completa submissão à União Europeia e à PAC. O abandono da terra, o empobrecimento e esvaziamento da população agrícola, a ruína dos pequenos agricultores e uma política de subsídios desligada da produção e de favorecimento dos grandes proprietários (95% dos subsídios para 5% das explorações), conduziram o país a uma crescente vulnerabilidade e dependência agro-alimentar, com a importação de 60% a 80% da alimentação de que o país hoje necessita.
A destruição da soberania alimentar é obra de sucessivos governos com consequências económicas e sociais gravíssimas. As dificuldades com que o país está hoje confrontado para enfrentar esta crise resultam essencialmente das opções políticas erradas que governos do PSD e PS, com ou sem CDS-PP, tomaram nos últimos anos. A política de direita, a globalização capitalista e a crise na agricultura O Governo PS no Programa de Desenvolvimento Rural insiste em prosseguir uma política agrícola ruinosa.
Sob o pretexto da «competitividade»: liquidam-se as compensações para a agricultura dita não competitiva (acabando com os apoios para as explorações com menos de 0,5 ha); impõe-se o fim da electricidade verde e a não actualização do apoio ao gasóleo agrícola; liquida-se a pequena produção familiar; elimina-se a produção em vastas áreas agrícolas; facilita-se o destino de solos agrícolas de boa qualidade para outros usos; promove-se a transferência de uma produção pecuária extensiva e baseada nos pastos para a pecuária intensiva na base de rações; prossegue-se a liquidação da vinha e da produção de leite.
A situação com que o nosso país e o mundo estão confrontados no plano alimentar não pode ser também desligada da natureza predadora do sistema capitalista que, em função da acumulação e concentração do capital, impõe a ruína a milhares de agricultores, a exploração dos trabalhadores e dos povos, a delapidação dos recursos naturais e degradação do meio ambiente, a fome e a miséria às populações.
Para o PCP, a crise dos preços dos bens alimentares resulta ainda de um complexo conjunto de factores, de que se destacam:As políticas de liberalização do comércio mundial no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), que transformaram a alimentação numa banal mercadoria;As políticas de «ajustamento estrutural» impostas aos países do Sul pelo Banco Mundial (BM) e Fundo Monetário Internacional (FMI) com a liquidação das suas agriculturas de subsistência e auto-consumo;
A «conjuntura» da crise financeira internacional, num quadro em que meia dúzia de oligopólios/monopólios dominam o comércio mundial agropecuário e onde os produtos agro-alimentares estratégicos básicos se transformam em objecto da especulação bolsista;
A combinação ainda de outros factores decorrentes do agravamento das contradições no seio do capitalismo onde se destacam: as questões ambientais e os seus efeitos na desertificação de territórios e a escassez de água; o aumento do preço do petróleo; o agravamento da situação de ocupação de solos com culturas industriais nomeadamente por via da política dos agro-combustíveis.
É preciso defender a produção nacional e garantir a soberania alimentarO PCP, reafirma a necessidade de uma outra política para a agricultura nacional que realize uma profunda avaliação da situação agrícola, que promova uma ruptura com a actual PAC e com as imposições da UE para a agricultura e que no imediato considere medidas que tenham como objectivos garantir:
A soberania alimentar com o direito a produzir e com a definição de uma nova política agrícola e alimentar nacional, de acordo com as potencialidades agrológicas e as necessidades do País;
A elevação dos rendimentos dos agricultores, a defesa do emprego e melhores salários dos trabalhadores agrícolas com a preservação do tecido social agrícola, assente numa forte rede de explorações agrícolas familiares;
A coesão económica e social travando o agravamento das assimetrias regionais, a desertificação e perda de actividade agrícola de muitas áreas agro-rurais;
A segurança alimentar com uma produção agrícola e pecuária (e processos de conservação e transformação) que assegure produtos de qualidade;Sob ameaça de alteração para pior do Código do trabalho aumenta o custo de vida
À subida dos preços dos bens alimentares, junta-se o aumento generalizado de outros bens e serviços essenciais, como é o caso dos custos com os empréstimos à habitação, com os combustíveis, mas também as despesas com a saúde, educação e transportes.
Aumentos que têm um particular gravidade num país com 2 milhões de pessoas no limiar da pobreza, profundas desigualdades e injustiças sociais, baixos salários e baixas pensões.
O agravamento das condições de vida é hoje sentido por camadas e sectores cada vez mais vastos que contrastam com os lucros do sector financeiro e dos principais grupos económicos, reveladores por si, do carácter injusto e inaceitável da política do Governo PS.
Num quadro marcado pelo aumento do custo de vida, do desemprego e da precariedade laboral, as propostas de revisão do Código do Trabalho, agora apresentadas pelo Governo PS, constituem mais um factor no agravamento da exploração, na redução dos salários e remunerações e nas maiores dificuldades face ao aumento do custo de vida.
O PCP, confiante de que só pela acção e luta será possível travar os objectivos de mais exploração, mais desigualdades, mais injustiças que a política de direita do Governo PS quer continuar a impor, apela aos trabalhadores, às populações, aos reformados, à juventude para que no próximo dia 5 de Junho, demonstrem o seu descontentamento, a sua indignação e o seu protesto na grande manifestação promovida pela CGTP-IN.